quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Soluções para um Mundo Melhor em 2015

Vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, e com recursos naturais finitos. Empresas comprometidas com o meio ambiente e com o desenvolvimento da sociedade, como é a Panasonic, estão desenvolvendo tecnologias que buscam máxima eficiência energética, com alta performance e baixo consumo de energia.

O vídeo abaixo mostra como pessoas apaixonadas por tecnologia podem fazer um mundo melhor.


Promova você também essa ideia, entre em contato comigo para saber mais.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ministério da Saúde e Anvisa lançam ações para segurança do paciente

Muito importante pensarmos que nossos esforços diários tem como principal objetivo a segurança do paciente, seja executando um ensaio de segurança elétrica, ou na manutenção preventiva de equipamentos médicos, ou em qualquer outra atividade em que a qualidade do uso das tecnologias médicas estejam sempre norteando nossas tomadas de decisão.

Segue matéria publicada hoje (1º de abril de 2013) no site da ANVISA, mostrando que este assunto também está no seio dos órgãos de regulamentação e fiscalização das atividades dos estabelecimentos assistenciais de saúde.

Em breve publicarei os documentos que sairão para consulta pública.

Link para matéria: Ministério da Saúde e Anvisa lançam ações para segurança do paciente:

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sábado, 9 de março de 2013

Cirurgia do Futuro

Realmente incrível como a interação entre tecnologias médicas pode criar uma nova tecnologia totalmente surpreendente.

Este vídeo trata do uso das tecnologias de ultrassom e ressonância magnética, para realizar cirurgias não-invasivas, ou seja, a cirurgia minimamente invasiva já tem um grande substituto.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Conhecendo a RDC nº50/2002 ANVISA - Parte I

A RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 foi criada para atualizar as normas existentes quanto a infra-estrutura física de estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS), ou seja, é uma norma que busca definir as etapas de elaboração de projetos; dimensões dos ambientes; organização funcional; critérios para circulação interna e externa; condições de conforto; controle de infecção; instalações prediais; segurança contra incêndio.


Quem deve conhecer esta norma? Todos os envolvidos com a infra-estrutura do EAS, ou seja, além dos setores de manutenção e infra-estrutura, setores de compras, qualidade hospitalar, gestores e administradores hospitalares, fiscais de contrato, e participantes de estudos preliminares para reforma, ampliação e construção de EAS.

Há ainda a RDC nº 307, de 14/11/2002 que atualiza a RDC nº 50 e também deve ser consultada.

Vou resumir neste post os principais pontos da norma. Recomendo a leitura de ambas RDCs que estão disponíveis através do link baixo:
PROJETO DE ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE
1- Elaboração de projetos físicos

Este capítulo descreve muito bem como devem ser as etapas de um projeto, seja ele de reforma, ampliação ou mesmo de nova construção de EAS.

Um projeto precisa ter as seguintes etapas:

1. Estudo preliminar

Neste primeiro momento, uma equipe multidiciplinar deve elaborar as necessidades do projeto, como o número de pavimentos, objetivo de cada espaço, atividades e equipamentos.

Um bom exemplo é a reforma do sistema de ar-comprimido medicinal: Pode-se começar por um relatório apontando as deficiências do sistema e sugerindo melhorias, baseado nas normas vigentes, e/ou prever uma ampliação do fornecimento para novos pontos de consumo a serem criados. Começa-se então a estudar as possíveis reformas do sistema: instalações elétricas, hidráulicas, arquitetura e normas específicas.

É recomendada a contratação de profissional qualificado ou escritório de engenharia e arquitetura especializados para elaboração de o estudo preliminar.

2. Projeto Básico

Nesta etapa serão apresentadas plantas baixas, com propostas como local de quadros elétricos, tubulações hidráulicas, fachadas, entre outros. Todas as informações deverão passar pela avaliação da equipe de projeto do EAS, para que sejam feitas as alterações necessárias.

3. Projeto Executivo

Agora temos o projeto necessário para iniciar a obra, com todos os elementos bem detalhados, de modo que não restem dúvidas para a construtora que executará a obra.

Muito importante neste ponto é executar a revisão do projeto antes do início da obra, pode ser necessário contratar uma empresa ou profissional para auxiliar, caso o EAS não conte com profissional com a experiência necessária.

Espera-se que na revisão sejam observados minuciosamente os todos os elementos do projeto, desde o tipo de cimento ou estaca da fundação, até o tipo da tinta ou revestimento de piso.

4. Responsabilidades

Nos projetos deverão constar os números de registro dos profissionais envolvidos tanto na elaboração dos projetos, como também na execução do projeto, no respectivo CREA. Na entrega dos projetos, deverão ser entregues as ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), documento que dá ciência ao respectivo CREA da existência do projeto.

O projeto também deverá ser enviado para aprovação nos órgãos de fiscalização, como Prefeitura Municipal, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, e demais entidades específicas para cada projeto.

Atualizado em 26 de setembro de 2015.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Segurança Elétrica - Sobrecarga - Parte 2

Quem é que nunca encheu uma régua como essa com vários aparelhos ligados ao mesmo tempo?
Essa é uma prática muito comum, principalmente quando o cômodo não foi projetado para receber vários aparelhos, e então começam a aparecer os problemas da sobrecarga.

Primeiramente, se a régua de tomadas tem um fusível (e não fuzil) de proteção, ele vai queimar assim que os aparelhos solicitarem mais energia do que é possível passar pela régua. E aí vem o primeiro erro: Colocar um fusível de maior capacidade (corrente elétrica).

Cada régua de tomadas é fabricada para suportar uma quantidade de corrente elétrica. Se a régua é fabricada para suportar 5A, e é colocado um fusível de 8A, por exemplo, sempre que os 5A forem ultrapassados, os componentes da régua começarão a se danificar, podendo danificar os aparelhos conectados a ela, e até mesmo gerar um princípio de incêndio.

Por isso é importante conhecer os aparelhos que serão ligados a uma mesma régua, somando as correntes elétricas de cada um. Por exemplo, tendo uma régua de 5A, quero ligar um ventilador, uma televisão, um carregador de celular, um carregador de notebook e uma impressora laser. Então procuro as informações de cada aparelho, e vejo o seguinte:

Equipamento Tensão Corrente Potência
Ventilador 127V    ? 120W
Televisão 170W 127V    ? 170W
Carregador de celular 127V 0,15A    ?
Carregador de notebook 127V 1,5A    ?
Impressora Laser (em espera) 127V    ? 80W
Impressora Laser (imprimindo) 127V    ? 460W

E aí? Conseguiu avaliar se a régua vai aguentar todos os equipamentos?

Infelizmente, as informações elétricas dos equipamentos não são padronizadas, como se vê acima. Enquanto não há essa padronização, vamos lembrar uma relação de grandezas elétricas:

Potência = Tensão x Corrente
ou
P=VxI

e para descobrirmos a corrente elétrica utilizada por esses equipamentos, basta dividirmos a potência pela tensão:

I=P/V

Assim teremos:

Equipamento Tensão Corrente Potência
Ventilador 127V 0,95A 120W
Televisão 170W 127V 1,34A 170W
Carregador de celular 127V 0,15A 19W
Carregador de notebook 127V 1,5A 190W
Impressora Laser (em espera) 127V 0,63A 80W
Impressora Laser (imprimindo) 127V 3,62A 460W
Veja que a impressora tem consumo de energia baixo quando está em espera (0,63A), e quase 6 vezes maior quando está imprimindo.

A soma desses equipamentos ligados será: 
0,95 +
01,34 +
0,15 +
1,5 +
0,63 (impressora em espera)
4,5A. Ok, a régua suporta 5A e a soma deu 4,5A, perfeito. Mas e se a impressora estiver imprimindo?

0,95 +
01,34 +
0,15 +
1,5 +
3,62 (impressora imprimindo)
7,5A. Ué, queimou o fusível da régua!

Dúvidas, sugestões e críticas são bem-vindas nos comentários.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comentários sobre a norma ABNT NBR 15920:2011

No dia 4 de outubro de 2011 participei da apresentação da norma ABNT NBR 15920:2011, Dimensionamento Econômico e Ambiental de Condutores Elétricos, e ao me inscrever imaginei que seria uma norma difícil de entender e me surpreendi, pois é uma norma curta e simples.

Como se sabe, a norma ABNT NBR 5410 traz diversas tabelas para dimensionamento de condutores elétricos, diversas fórmulas, e a 15920 entra em cena para complementar o projeto adicionando um conceito ambiental.

Utilizamos a 5410 para calcular a menor seção do condutor para determinado circuito (custo inicial), e sabemos que se esse condutor, ao ser atravessado pela corrente elétrica, produzirá perdas Joule, calor, pois como todo condutor, existe uma resistividade (Ohms/m) (custo operacional), que terá parcela no consumo de energia na conta elétrica do estabelecimento.

Logo, o custo total deste circuito será o custo inicial (instalação dos condutores) mais o custo operacional (potência consumida pelos condutores durante sua vida útil).

Figura: Custo x Diâmetro da seção do condutor

O gráfico acima, extraído do livreto que explica a norma, mostra que enquanto o custo inicial aumenta, o custo operacional diminui, e a soma desses dois é o custo total. Podemos ver a existência de um "ponto ótimo" (valor mínimo) na curva de custo total, e é exatamente este ponto que esta norma propõe para o dimensionamento econômico e ambiental, pois produzirá menos perdas Joule.




Faça o download desta Resolução

Quero receber por e-mail esta resolução!




Existe um software que realiza os cálculos de diâmetro que constam na norma disponível em Leonardo-energy Brasil.

No futuro próximo, os conceitos desta norma nortearão os projetos elétricos (eficientes).

Fontes:
ProCOBRE
Leonardo-energy Brasil
ABNT


sábado, 10 de setembro de 2011

Segurança Elétrica - Sobrecarga - Parte 1

O que é a sobrecarga?

É quando a soma das cargas da instalação elétrica é maior que sua capacidade de oferecer energia.

Não entendeu? Vou fazer uma analogia:
É como uma corda que levanta uma caixa. A corda foi fabricada para trabalhar normalmente até 100 kg, se levantar uma caixa com 110 kg, talvez a corda não arrebentará na primeira tentativa, mas se continuar a utilizar a corda com maior carga diversas vezes, haverá um desgaste maior do que foi projetado, e a corda será danificada aos poucos, até arrebentar.

Dessa mesma forma ocorre com as instalações elétricas, onde a corda está para os fios elétricos (condutores) e a caixa para os equipamentos elétricos, e o arrebentar da corda para os danos da sobrecarga nos condutores, que pode levar desde um simples mau-funcionamento de um equipamento, até o incêndio de um prédio inteiro.

E como avaliar se sua instalação elétrica está sobrecarregada?
É recomendável que esta avaliação seja executada por técnico ou engenheiro eletricista com alguma experiência, pois envolve alguns riscos diretos, e também exige o uso de um instrumento bem específico: alicate amperímetro.

Primeiramente é necessário identificar cada equipamento com consumo acima de 10 Ampères (chuveiro, torneira elétrica, forno elétrico, aparelho de ar-condicionado, e outros), pois segundo a Norma Brasileira ABNT NBR 5410/2004, esses equipamentos devem ter um circuito exclusivo, ou seja, devem ter um disjuntor e condutores próprios, sem ramificações para outros equipamentos, tomadas ou iluminação.

Este item é o mais desrespeitados nas instalações elétricas, e o principal gerador de sobrecargas. Um exemplo é quando o "eletricista" aproveita a fiação do chuveiro para instalar uma torneira elétrica, aumentando a carga sobre os condutores, consequentemente danificando o circuito. Quando o correto seria instalar um disjuntor adequado, juntamente com os condutores, inclusive o de proteção e o DR (dispositivo diferencial residual), quando ainda não instalado (todos esses itens serão tratados posteriormente).

Continuarei falando de sobrecarga posteriormente. Deixe seu recado, comentário ou dúvida.