quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Suposições, ajudam ou atrapalham?

Ano passado comecei a me interessar sobre como utilizamos suposições para resolver problemas do cotidiano, e passei a prestar atenção em como as pessoas elaboram suas hipóteses, para então entender dois aspectos: as suposições são utilizadas corretamente? E, é possível entender melhor a personalidade de uma pessoa com base em suas suposições?


Afinal as suposições ajudam ou atrapalham?

Separo as suposições em dois níveis: suposições iniciais, e suposições definitivas. Esta divisão é baseada na ação após a criação da hipótese.

As suposições iniciais são aquelas quando levantamos hipóteses como ponto de partida para a solução de uma questão, essas hipóteses são a base para testar o que queremos provar ou reprovar. Um experimento científico é um bom exemplo, com o objetivo de testar a eficácia de uma teoria, o cientista cria situações hipotéticas, segue para a etapa de investigação e então baseado nos dados obtidos chega a uma conclusão. Assim, as suposições criam perguntas e caminhos para coleta de informações, tratamento das informações, e a um resultado compatível com a realidade.

Já as suposições definitivas são aquelas que foram iniciais em algum momento, porém não houve qualquer investigação, nem coleta de informações, e muito menos resultado, e assim tornaram-se definitivas, sem base. É como se o cientista do exemplo anterior, diante da teoria, formulasse algumas suposições e simplesmente concluísse o teste baseando-se na hipótese que mais lhe convém.

As suposições são usadas corretamente?

Eu diria que não, pois basta começar a prestar atenção e perceber que quando as pessoas enfrentam uma hipótese, elas simplesmente se calam, ao invés de investigarem se a hipótese é válida ou não.

Um exemplo disso é quando um cliente entra em uma loja e dirige-se ao departamento de acessórios, o vendedor então começa a criar hipóteses, se o cliente irá mesmo comprar ou está apenas pesquisando, se o cliente quer apenas um item daquele departamento ou se quer itens de outros departamentos, e por aí vai. O vendedor mais investigativo perguntaria quais itens o cliente está interessado, e algumas outras perguntas para entender a necessidade daquele cliente. Já o vendedor de suposições definitivas, tende a oferecer diversos produtos sem perguntar ao cliente qual sua necessidade.

Mas nem tudo está perdido, pergunte-se: será que investigo as suposições que crio? A investigação de suposições pode ser treinada e desenvolvida.

Ao deparar com hipóteses, é necessário investigar, ou seja, procurar pelas perguntas certas, que trarão as respostas e informações necessárias e confiáveis, para chegar a uma conclusão.

É possível entender melhor a personalidade de uma pessoa com base em suas suposições?

Acredito que sim. A personalidade influencia diretamente como as suposições são trabalhadas em nossas mentes. Pessoas mais racionais tendem a ser mais investigativas, e consequentemente conseguem trabalhar melhor as hipóteses e extrair bons resultados. Porém, mesmo as pessoas racionais podem cair na armadilha da suposição definitiva, principalmente quando o propositor da hipótese entende que já possui preliminarmente toda a informação necessária para chegar a uma conclusão, e então não coleta as informações realmente necessárias.

É possível entender melhor a personalidade de um colega, cônjuge e até mesmo do chefe, prestando atenção em como as suposições são trabalhadas por cada um deles. Pense nisso, quanto melhor as perguntas que você fizer para cada suposição, maior o seu potencial para resolver os problemas. Note que é quanto melhor (qualidade) e não quanto maior (quantidade), quando estiver pensando nas perguntas.

Seja no trabalho ou nos relacionamentos, suposições podem ser prejudiciais quando não investigadas. Mas ao mesmo tempo podem nos ajudar, principalmente quando criamos o ambiente em que as hipóteses são confrontadas com perguntas e respostas, baseadas em informações externas e confiáveis, que nos levarão a um resultado que vai de encontro com a realidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Business Model Generation - Resenha do livro

Com a resenha do livro Business Model Generation, inicio a uma série de resenhas de livros relacionados a negócios, marketing, vendas que venho lendo religiosamente.


Pois bem, fui apresentado a este livro durante treinamento de Project Model Canvas, do Professor Finocchio em outubro de 2014, com o objetivo de buscarmos inspiração para novos modelos de negócios, e como exemplo citou o caso da Nespresso. Fiquei muito interessado e semanas depois comprei o livro.

Com o livro em mãos, você percebe que não é um livro comum, a começar pelo formato, que é mais largo e difícil de segurar, no começo até me incomodava um pouco, mas depois acabei me acostumando e entendendo que até no formato houve inovação.

No início do livro é possível perceber porque o subtítulo é Inovação em Modelos de Negócios, pois o próprio livro foi escrito de maneira inovadora, com a contribuição de cerca de 500 pessoas espalhadas pelo mundo. E não se trata de um livro do século passado, cheio de fórmulas, cálculos e planilhas para a construção de um modelo de negócio, mas trás diversas imagens e o Business Model Canvas, que é simplesmente inovador em transformar o modelo de negócio tradicional em uma ferramenta visual, na qual qualquer pessoa consegue entender e interagir em todos os itens de construção do Modelo de Negócio.

Um conteúdo que gostei muito são os exemplos de modelos de negócios. São exemplos de empresas como Apple, Nintendo, Microsoft, Skype, Nestle, e tantas outras que realmente inovaram seus negócios, e conseguiram entregar muito mais do que um produto novo, mas conseguiram entregar ao mercado um valor que antes não existia.

O autor Alexander Osterwalder dividiu o Canvas da seguinte forma:

Não vou explicar como cada item interage com os outros, ou como deve ser preenchido, pois acredito que durante a leitura do livro, você irá compreender profundamente estes tópicos.

Uma questão bastante interessante ressaltada no livro, é que, para um único negócio, é possível desenvolver diversos modelos, de modo a visualizar maneiras diferentes de entregar ou produzir valor, e quem dirá qual é o melhor modelo certamente será o mercado, foi mais ou menos o que aconteceu com o caso da Nespresso, explicado no livro.

Todos esses conceitos e exemplos realmente mudaram a minha maneira de interagir com negócios, ou seja, como nós podemos inovar o que fazemos, como nós podemos entregar valor aos clientes de uma maneira que eles nunca experimentaram. Como inovar não é uma atitude natural do ser humano, muitas vezes haverão barreiras que deverão ser transpostas, ou convencidas.

Por fim, deixo uma palestra de Marcelo Salim, que fala de Inovação e Business Model Generation


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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Panasonic vai investir no Pão de Açúcar

A Panasonic, como patrocinadora global dos Jogos Olímpicos, irá investir em um dos mais belos cartões postais do Brasil, o Pão de Açúcar, com instalação de TVs, projetores profissionais, telões de LED e um sistema de comunicação visual digital (totens), o que oferecerá aos turistas e visitantes maior modernidade em comunicação e conforto, veja matéria publicada no Jornal O Globo.


Todas essas soluções em Comunicação Digital Visual também estão disponíveis para clientes corporativos elevarem a maneira com que se comunicam com seus colaboradores, fornecedores e clientes.

Entre em contato para solicitar maiores informações.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Checklists em Hospitais: Salvam Vidas ou Não?

A revista Nature.com publicou no dia 28 de julho de 2015, a seguinte matéria: "Hospital checklists are meant to save lives — so why do they often fail?", tradução: Checklists hospitalares são destinadas a salvar vidas - então por que elas muitas vezes falham? (veja o link no final do post).

Antes de ler a matéria, também recomendo ver a palestra do Dr Atul Gawande: Como Curamos a Medicina? Que trata do mesmo tema.


A grande discussão não envolve apenas as vantagens que um checklist traz, mas o quanto as pessoas estão envolvidas neste processo, que vai desde a elaboração dos itens que serão checados, passa pelo uso da ferramenta por todos os envolvidos, não só da equipe médica, até as discussões que levarão à reformulações e aprimoramentos do checklist.

Realmente, é preciso olhar para as pessoas envolvidas no processo e fazer com que se sintam co-criadoras, e motivadas a utilizar e melhorar diariamente a ferramenta. Mostrar que cada indivíduo tem parcela fundamental na segurança do paciente e no desenvolvimento das ferramentas que garantirão ao paciente a segurança necessária.

Link para o texto da Nature.com: http://www.nature.com/news/hospital-checklists-are-meant-to-save-lives-so-why-do-they-often-fail-1.18057?WT.mc_id=TWT_NatureNews



quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que é preciso para se tornar um Líder em Inovação?

O assunto "Inovação" está em discussão em todo o lugar, mas será que estamos preparados para criar um ambiente que realmente incentiva a inovação?

Linda Hill, Professor na Harvard Business School, produziu uma pesquisa de 10 anos e conseguiu reunir ensinamentos de Líderes de empresas Inovadoras que sabem o que precisa ser feito para criar inovação.

Muito mais do que uma maçã na cabeça!
Linda explica que a Inovação não é um ato isolado e solitário de um gênio, mas sim a coleção de diversas fatias de genialidade que cada membro de uma equipe, que a partir de suas experiências pessoais e profissionais, é possível inovar.

Linda também explica que o Líder tem um papel fundamental que é organizar o palco para a inovação acontecer, e não "performar" sobre ele.

Boa palestra!



Se gostou, deixe abaixo seu comentário.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O que é Climatização a Gás Natural?

Sistemas tradicionais de climatização utilizam motores movidos à energia elétrica para comprimir o fluido refrigerante, fazendo com que o ciclo de refrigeração aconteça.
Climatização a Gás Natural utiliza motor a combustão a gás natural para girar os compressores e comprimir o fluido de refrigeração, e foram desenvolvidos para gerar grande eficiência na conversão de energia.


Fonte: Catálogo Climatização a Gás Natural Panasonic

As Soluções em Climatização a Gás Natural incluem tanto sistemas de expansão direta, conhecidos como VRF (Variable Refrigerante Flow), quanto sistemas de expansão indireta, conhecidos como água gelada ou chiller.

O número de empreendimentos que contam com climatização a gás natural tem crescido consideravelmente no Brasil. Esta demanda tem feito com que o gás natural seja reconhecido por especialistas do setor como a fonte de energia mais eficaz para atender grandes áreas úteis.

O Japão, por exemplo, preocupado com as altas demandas de energia elétrica, iniciou na década de 80 um programa de incentivo às empresas de climatização, para que desenvolvessem equipamentos que reduzissem a demanda de energia elétrica. Nesse período, a Sanyo desenvolveu e patenteou equipamentos de climatização a gás natural, o que deu inicio aos primeiros equipamentos denominados GHP (Gas Heat Pump), que são que sistemas acionados por motor a combustão a gás natural. Em virtude do sucesso desta tecnologia na Ásia, Sanyo trouxe esta tecnologia ao Brasil, sendo a primeira fabricante a oferecer esta tecnologia aos brasileiros.

Atualmente, a Sanyo foi incorporada pela Panasonic, que tem uma visão estratégica desta tecnologia para o mercado brasileiro, principalmente devido o cenário atual de seca e escassez elétrica e de aumento das tarifas de energia elétrica.

Principais Benefícios
  • Menor Custo Operacional: quando o consumo de sistemas de climatização a gás natural é comparado com o consumo de sistemas a energia elétrica, é possível quantificar uma redução de 30% a 40%.
  • Menor Consumo de Energia Elétrica: Sistemas à Gás Natural reduzem em 90% o consumo de energia elétrica, quando comparado com sistemas movidos inteiramente por energia elétrica.
  • Reaproveitamento Térmico: O sistema permite utilizar o calor produzido nas condensadoras para aquecer água para uso em chuveiros, lavanderia, e outros.
Através de um Estudo de Viabilidade, desenvolvido por nós para cada estabelecimento e projeto, é possível avaliar todos os benefícios promovidos pelos sistemas de Climatização a Gás Natural da Panasonic.

Entre em contato para saber mais.

Informações sobre Gás Natural: http://www.copergas.com.br/produtos/#.VjuWJLerRdg